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quarta-feira, 29 de março de 2017

O melhor presente que podes dar a alguém é o teu tempo!



Tempo e interesse.

Estas são as duas palavrinhas que tens que gravar na tua mente, colar um post-it no ecran do computador, ou até mesmo colocar um lembrete no telemóvel.
São as duas coisas mais valiosas que podes dar a alguém.Presentes caros como o anel da Pandora, relógio Rolex, sapato Harry Winston’s Ruby Slippers, vestido Christian Dior, carro do ano, ou até mesmo gestos mais simples como flores e chocolates, nada disso chega perto do tempo e interesse que demonstras pela pessoa que gostas.
É horrível preocupares-te com alguém que não se interessa, ou que só te procura quando entende.
Tempo nos dias de hoje é um bem precioso.
Todos querem mais uma hora no dia, pois sabemos que a vida não anda, a  vida corre, está caótica e mais cheia de coisas para fazer.
Por isso, se parares, nem que seja cinco minutos do teu dia para mandar uma mensagem para quem gostas, perguntando como está, é um presente, é uma dádiva.
Todos gostam de se sentir importantes na vida do outro.
Demonstrar interesse no dia-a-dia, nos planos, ou no que estás ou não a fazer, mostra uma preocupação. 
Queremos e precisamos saber que somos notáveis.
As pessoas hoje com a tecnologia, que seria em princípio para unir mais as pessoas, fazem com que elas fiquem no modo automático.
Respostas curtas, grossas, sem sentimento, carinho ou interesse.
Nada mais dececionante do que te preocupares com alguém, mandar uma mensagem perguntando se está tudo bem e ela responder apenas “sim”.
A falta de interesse magoa, pode não parecer mas deixa um buraco no peito, ainda mais se gostas da pessoa e se te preocupas com ela.
Infelizmente o que fazemos pelos outros não significa que farão o mesmo por nós.
Se dás o teu tempo e interesse para quem não liga a mínima para isso, não te sintas um idiota.
Entende que estás a dar o melhor presente que alguém pode querer receber.
Não que os presentes que citei acima, não sejam importantes.
São, mas nada como a presença, preocupação, tempo e interesse.
Para mim, isso é o mais importante.
por isso tem atenção e pensa se estás a dar tudo  isso para a pessoa certa.
Como eu já disse, tempo é dádiva, por isso, não desperdices com quem não merece.
Lembra-te que tudo o que fizeres faz de coração.
 
Nunca te arrependas, mesmo que não te deem o devido valor.
As coisas boas devem sempre ser maiores que a negatividade e a falta de interesse dos demais.

terça-feira, 28 de março de 2017

Querido destino,




Não estou a escrever para te pedir que me surpreendas, porque fiz isso no passado e as surpresas não foram boas. 
Primeiro quero pedir que me ressuscites, porque ontem mataram-me!
Depois estou aqui para pedir alguém. 
Só uma pessoa para estar junto, para viver comigo, para poder chamar de meu amor, para poder dizer (e ouvir), nem que seja um eu te amo sincero. 
Não quero alguém perfeito, isso está fora de qualquer cogitação, então por favor, não me mandes uma daquelas mulheres que só se importam com a imagem exterior, manda-me uma mulher cheia de defeitos, que vista as minhas T-Shirts pela casa, que desarrume tudo por dentro e por fora. 
Manda-me uma daquelas bem temperamental, que me tire do sério e me deixe totalmente louco de tão louca que ela seja. 
Manda-me alguém que escute as mesmas músicas comigo e que entenda os poetas que eu gosto. Alguém para abraçar durante a noite e poder dizer que tenho tudo o que preciso debaixo dos meus braços. 
Quero uma menina sem juízo, quero alguém para aceite qualquer desafio. 
Não quero uma adulta, de sonhos destruídos, já bastam os meus. 
Quero alguém que voe, que voe bem mais alto do que um dia eu já imaginei voar, que me leve junto e me permita sentir novamente como é bom tirar os pés do chão. 
Quero rotina e a falta dela também. 
Quero zangas, quero correr atrás e poder demonstrar a grandiosidade do que sinto. 
Quero-a cuidando (ou descuidando) da minha casa e que cuide de mim. 
Quero o novo, o velho, o inexistente. 
Quero simplicidade nas palavras e ardor nas atitudes. 
Quero ouvir a voz dela nos meus ouvidos todos os dias, mesmo que seja gritando por eu me ter esquecido do recado que me pediu para fazer. 
Quero carinho, carência. 
Quero amor, amizade, cumplicidade, sentimento.
Eu sei que abusei dos pedidos e que talvez não mereça, mas eu permito que me contraries nalguns pontos, permito que ela não seja tão imPERFEITA assim. 
Não tem problema eu cá me arranjo já estou habituado com os teus falhanços, mas manda-ma, do jeito que quiseres, porque o resto... 
É resto.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Ainda me lembro....



de quando desfilavas para mim, 
nesse teu andar dengoso, 
onde os teus olhos destilavam desejo,
Tesão!
 

Há uma grande diferença entre ...














Eu quero fazer amor... 
Eu quero foder...
Mas nada se compara quando faço as duas coisas ao mesmo tempo 

domingo, 19 de março de 2017

Saber valorizar...



Dentro de um Homem...



existe um anjo, um príncipe  e um demónio.
O que tu acordares, vais ter que levar com ele...


O CARALHO!




Há muitos anos que me apetecia escrever esta crónica, mas saber que nenhum jornal a publicaria ou que a publicá-la corria o risco de ser lido pela minha mãe, fez-me adiar um desgosto a mim próprio, à minha mãe, ou a ambos. 
Mas o Blogger reacendeu este desejo, porque posso publicá-la sem a censura dum corpo editorial e não corro o risco de ser lido pela minha progenitora que é do tempo em que o que era importante era dito na cara ou escrito em papel. 
E, agora, tive mesmo de a escrever, porque percebi que a minha inspiração foi sequestrada por esse desejo que pediu cruelmente como resgate a escrituração deste conceito. 
Acreditem que resisti com todas a minhas forças, mas depois de meses de inópia literária as saudades de escrever falaram mais alto.
O caralho é a palavra mais versátil, complexa, democrática e enigmática do nosso léxico. 
Integra frases da índole mais diversa, com os significados mais díspares e é proferida pelos interlocutores mais dissimilares. 
Não é possível defini-lo gramaticalmente porque pode ser um sujeito, um adjectivo ou até mesmo um verbo, numa complexidade linguística que os dicionários assumem e, por isso, não arriscam definir.
O caralho é muitas vezes um instrumento de medida. 
No que se refere à classificação do grau de beleza, uma pessoa pode ser “linda como o caralho” ou “feia como o caralho”, numa aparente contradição que só esta palavra pode encerrar e que, neste contexto, serve para exprimir com particular intensidade a beleza ou fealdade do que se esta a apreciar. 
Já noutros contextos a palavra não goza da mesma ambiguidade. 
Reparemos, por exemplo, numa aferição de distâncias.
É comum dizer-se que um sítio é “longe como o caralho” mas já ninguém diz que seja o que for é “perto como o caralho”, porque no que se refere a distâncias ninguém ousa comparar o dito com nada que seja pequeno! 
No âmbito particular das distâncias há mesmo uma categoria especial do dito que podemos usar como sinónimo dum local longínquo: 
“Fica no caralho mais velho”, numa metáfora absolutamente feliz que atribui ao dito mais idoso a tarefa de se comparar com o mais remoto dos lugares.
O caralho também pode assumir o caracter de expressão de aviso, uma espécie de linha vermelha, que se for ultrapassada terá consequências imprevisíveis. 
Que expressão consegue exprimir melhor esta ideia do que o clássico “Ai o Caralho!”?
Já perante a constatação da asneira dum amigo, antes do apoio, dos concelhos e dos planos para o futuro é preciso confrontá-lo com a dureza da realidade e acordá-lo esfregando-lhe a verdade na cara: “O que é que fizeste caralho?” ou “Tu pensas com o caralho?” ou ainda com a mais pleonástica das expressões – “Onde é que estavas com a cabeça caralho?”. 
O que, apesar da crueldade das expressões, é desde logo o princípio da desculpabilização e a antecâmera da absolvição porque no fundo a culpa não foi dele, foi, na verdade, do caralho!
Todas as expressões anteriores usam o dito como forma de interpretar ou interagir com os outros mas a verdade é que, surpreendentemente, o vocábulo em apreço também pode ser usado em situações de auto-avaliação. 
Se não vejamos. 
Quando alguém está chateado consigo mesmo, realmente desesperado com o seu próprio desempenho, embrenhado numa profunda tristeza que até lhe apetece autoflagelar-se. 
O que é que este indivíduo diz para manifestar a sua profunda auto-desilusão? 
“Caralhos me fodam” numa imagem tão forte que faz sombra ao mais elaborado e espectacular efeito especial dos filmes de Spielberg!
Para último deixei a possibilidade de usar o dito como expressão de desgosto, quando se quer manifestar o profundo desagrado por algo que se tem à frente, sentindo-se a necessidade de lhe conseguir atribuir o rótulo mais idiota que se possa imaginar. 
Um exemplo típico é acabar de ler esta crónica e sentir vontade de dizer ou escrever: 
“E se fosses para o caralho?”.

sábado, 18 de março de 2017

Apetites de Sábados à noite...











Enquanto eu fazia o Amor, 
era eu muito bem Fodido...

 

Às vezes...




eu penso em ti com ternura ... 
às vezes com loucura...

O LADO SAFADO DE CADA SIGNO



Será que o teu signo é muito safado?
A grande verdade é que cada pessoa com o seu signo tem uma artimanha para conquistar o que deseja, principalmente quando se envolve numa relação amorosa.
Há aqueles que não deixam passar uma oportunidade para provocar e há outros que vão demonstrando o seu interesse e jogando o seu charme aos poucos.
Descubra a seguir como é o lado safado do teu signo:

Áries:

O(a) nativo(a) desse signo é filho(a) do fogo e possui uma veia conquistadora muito forte, adora sentir a emoção da conquista, o risco de receber um não.  Quando decide conquistar alguém não costuma pensar nas consequências que esse jogo de conquista pode trazer.

Touro:  

O(a) Taurino(a) ADORA uma safadeza escondida, é discretamente sensual, gosta de seduzir subtilmente, de ir deixando alguém louco(a) de tesão por ele(a) aos poucos, normalmente quem ficar com o(a) nativo(a) desse signo acaba se apaixonando, pois ele(a) consegue reunir safadeza com romantismo.

Gémeos:  

O(a) Geminiano(a) é dono(a) de uma safadeza adorável, que conquista a todos, isso porque o(a) nativo(a) desse signo é atrapalhado(a) e quando tenta seduzir alguém acaba se atrapalhando um pouco, mas isso só ajuda a aumentar o seu charme. O seu lado safado tem um lado infantil que é quase impossível não gostar.

Câncer:

 O(a) Canceriano não é muito adepto(a) a utilizar o seu lado safado, mas quando ele(a) decide usufruir desse lado,  prepare-se! Porque ele(a) torna-se um ótimo manipulador de emoções, utiliza toda a sua sensibilidade para sentir o que a outra pessoa está sentindo e usar isso a seu favor.

Leão:  

O(a) Leonino(a) é uma pessoa extremamente fiel a seus relacionamentos. Entretanto quando está solteiro tem um lado verdadeiramente safado e cafajeste, é daqueles que vai para a balada com os amigos e aposta quem é capaz de ficar com mais pessoas e ele(a)  faz de tudo para conquistar.

Virgem:  

O(a) Virginiano(a) é aquele tipo bem certinho(a), sempre obedece as regras, não gosta de brincar com os sentimentos das pessoas e detesta usar de artimanhas para conquistar o que deseja. Ele(a) tem um lado safado, mas só quem tem a oportunidade de conhecer esse lado é a pessoa que ele(a) ama.

Libra:  

O(a) Libriano(a) é um verdadeiro sedutor(a). Ele(a) te seduz sem você perceber, quando você se dá conta está perdidamente apaixonado(a) pelo seu jeito educado(a), gentil e refinado(a) de ser.  Ele(a) não faz muito esforço para seduzir, o seu jeito de ser já é uma verdadeira sedução, e aquela pessoa que você sonha em se casar.

Escorpião:

O(a) nativo(a) desse signo é naturalmente safado(a). A verdade é que o(a) Escorpiano(a) enxerga o mundo através da perspectiva sexual e ninguém consegue mudar isso. Ele(a) é aquele que te olha profundamente e imagina como você é sem roupas, sempre terá uma piadinha relacionada ao amor ou sexo para contar, e gosta de deixar as pessoas incomodadas, isso porque ele(a) encara o sexo de uma maneira tão natural que fala sem nenhum tipo de pudor, o que pode chocar os mais tradicionais.

Sagitário:

A fama desse signo é de aventureiro(a), o(a) nativo(a) desse signo adora uma aventura  e para ele(a) a sedução é a mais deliciosa forma de aventurar-se.  Não gosta muito de embarcar em um relacionamento sério, pois preza muito por sua liberdade. Não resiste a um jogo de conquista, e quando começa vai até o final, tenta de tudo para conquistar a pessoa desejada.

Capricórnio:

 O(a) Capricorniano(a) é muito responsável e certinho(a) e ainda gosta de discrição na sua vida.  É muito difícil sabermos de um escândalo social do(a) nativo(a) desse signo, ele(a) sempre está pensando e analisando tudo antes de agir a fim de evitar causar  qualquer polémica. Mas isso não significa que ele(a) não tenha um lado safado, ele(a) tem! Mas só demonstra para a pessoa certa, e tenha certeza essa pessoa é extremamente sortuda, o(a) Capricorniano(a) sabe ser bastante sensual quando quer.

Aquário:  

O lado safado(a) do Aquariano(a) é muito forte! Sabe aquela pessoa que te promete o mundo e o céu, pega o número do seu telefone, diz que vai ligar, mas nunca liga? Esse é o(a) Aquariano(a). Ele(a) também é capaz de marcar um encontro com você e na hora H não comparecer porque ficou entretido com outra coisa.  Quando se trata de relacionamentos esse signo tem uma certa dificuldade em se comprometer.

Peixes:  

O(a) Nativo(a) desse signo tem a fama de ser muito romântico e sensível, mas não se engane, o(a) Pisciano(a) é extremamente safado(a). Ele(a) raramente é fisgado(a) e é escorregadio como um Peixe. Trata-lhe como se você fosse a pessoa mais maravilhosa do mundo, mas na hora de se comprometer o assunto é outro. Agora se o(a) Pisciano(a) gosta mesmo de você, ele(a) faz o que for preciso para te conquistar.

Sai da tua zona de conforto...




vem e mostra-me do que és capaz...
 

sexta-feira, 17 de março de 2017

“Para amar, é necessário reconhecer que se tem necessidade do outro”



Trecho de entrevista ao professor e psicanalista Jacques-Alain Miller, realizada por Hanna Waar e publicada na Psychologies Magazine de outubro 2008 (n° 278). Tradução de Maria do Carmo Dias Batista.
“Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers – se posso dizer – homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mais brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que creem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias”.(Jacques-Alain Miller)

Psychologies: A psicanálise ensina alguma coisa sobre o amor?
Jacques-Alain Miller: Muito, pois é uma experiência cuja fonte é o amor. Trata-se desse amor automático, e frequentemente inconsciente, que o analisando dirige ao analista e que se chama transferência. É um amor fictício, mas é do mesmo estofo que o amor verdadeiro. Ele atualiza sua mecânica: o amor se dirige àquele que a senhora pensa que conhece sua verdade verdadeira. Porém, o amor permite imaginar que essa verdade será amável, agradável, enquanto ela é, de fato, difícil de suportar.

Psychologies: Então, o que é amar verdadeiramente?
Jacques-Alain Miller: Amar verdadeiramente alguém é acreditar que ao amá-lo, alcançará uma verdade sobre si. Amamos aquele que conserva a resposta, à nossa questão: “quem sou eu?”.
Psychologies: Por que alguns sabem amar e outros não?
Jacques-Alain Miller: Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers – se posso dizer – homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mais brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que creem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias.

Psychologies: “Ser completo sozinho”: só um homem pode acreditar nisso…
Jacques-Alain Miller: Acertou! “Amar, dizia Lacan, é dar o que não se tem”. O que quer dizer: amar é reconhecer sua falta e doá-la ao outro, colocá-la no outro. Não é dar o que se possui, os bens, os presentes: é dar algo que não se possui, que vai além de si mesmo. Para isso, é preciso se assegurar de sua falta, de sua “castração”, como dizia Freud. E isso é essencialmente feminino. Só se ama verdadeiramente a partir de uma posição feminina. Amar feminiza. É por isso que o amor é sempre um pouco cômico em um homem. Porém, se ele se deixa intimidar pelo ridículo, é que, na realidade, não está seguro de sua virilidade.

Psychologies: Amar seria mais difícil para os homens?
Jacques-Alain Miller: Ah, sim! Mesmo um homem enamorado tem retornos de orgulho, assaltos de agressividade contra o objeto de seu amor, porque esse amor o coloca na posição de incompletude, de dependência. É por isso que pode desejar as mulheres que não ama, a fim de reencontrar a posição viril que coloca em suspensão quando ama. Esse princípio Freud denominou a “degradação da vida amorosa” no homem: a cisão do amor e do desejo sexual.

Psychologies: E nas mulheres?
Jacques-Alain Miller: É menos habitual. No caso mais freqüente há desdobramento do parceiro masculino. De um lado, está o amante que as faz gozar e que elas desejam, porém, há também o homem do amor, feminizado, funcionalmente castrado. Entretanto, não é a anatomia que comanda: existem as mulheres que adotam uma posição masculina. E cada vez mais. Um homem para o amor, em casa; e homens para o gozo, encontrados na Internet, na rua, no trem…

Psychologies: Por que “cada vez mais”?
Jacques-Alain Miller: Os estereótipos socioculturais da feminilidade e da virilidade estão em plena mutação. Os homens são convidados a acolher suas emoções, a amar, a se feminizar; as mulheres, elas, conhecem ao contrário um certo “empuxo-ao-homem”: em nome da igualdade jurídica são conduzidas a repetir “eu também”. Ao mesmo tempo, os homossexuais reivindicam os direitos e os símbolos dos héteros, como casamento e filiação. Donde uma grande instabilidade dos papéis, uma fluidez generalizada do teatro do amor, que contrasta com a fixidez de antigamente. O amor se torna “líquido”, constata o sociólogo Zygmunt Bauman. Cada um é levado a inventar seu próprio “estilo de vida” e a assumir seu modo de gozar e de amar. Os cenários tradicionais caem em lento desuso. A pressão social para neles se conformar não desapareceu, mas está em baixa.

Errei sim...



É num galopar que este fogo
me arde no peito
feito de multidões de desejos e vontades
Assim, preso como peixe no anzol
Em vão me debato
Procurando o meu Sol
Feito de aço o meu coração
vangloriava-se
hoje vencido envergonha-se
Encolhe-se, esconde-se e cala-se
Perante o meu algoz
Arrebatadora paixão esta
Que não tem súplica
Piedade, perdão
Quero só a fêmea
Que desejo todos os dias,
Em infinitas madrugadas
De procura insana
Por desejos que me atormentam
Viajando pelas trevas
Acompanhado pela saudade
Em busca da tua gargalhada,
dos teus olhos,
do teu corpo,
de ti,
És fogo na minha carne
Mas roubaste-me a alma
Foste, és e serás sempre
tudo para mim
Porque só se ama
desta forma incondicional
uma vez na Vida.
Errei sim,
mas só porque
Te amo demais
Quero-te demais!
 



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